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terça-feira, 3 de maio de 2011

Capitalismo, uma história de amor - filme

Teoria sobre o capitalismo:
--> capitalismo: gera concorrência: gera excelência: seleção do melhor.
Verdade sobre o capitalismo:
--> grande capital: inibe a concorrência, ou se aproveita da ausência dela (num caso de guerra, por ex): apresenta qualquer bosta que enriqueça ainda mais os que já são ricos.

Força do grande capital:
X sindicatos
- trabalhadores
+ desempregados
> produtividade
+ encarcerados
> venda de anti-depressivos.

O capitalismo contra os norte-americanos:
X empregos/ desempregos em massa, em nome da proteção do lucro dos patrões;
X hipotecas/ incentivo à dívida, enforcamento monetário, tomada das moradias, venda e lucro;
X democracia/ promoção do medo e manipulação da massa (caso da guerra do Iraque e dos empréstimos concedidos aos bancos, no governo Bush);
X liberdades/ jovens encarcerados pelo sistema privado, lucro de empresários da área e de juízes corruptos;
X salários decentes para profissões importantes, como a dos pilotos;
X melhores profissionais em profissionais que sirvam à humanidade (para pagar a universidade --> dívidas --> para pagar as dívidas --> empregos em bancos, com "derivativos"/ complicados sistemas de aposta; aliás, propositalmente complicados);
X vida/ lucro com mortes: em guerras ou através de apólices em nome de empregados;
X igualdade: bancos e grandes investidores não prestam contas; não existe justiça trabalhista.

Cinismo capitalista:
Convence as vítimas do sistema a apoiar o sistema.
Esperanças de que "um dia chego lá". Esperança vã.

Novas desculpas para o mesmo sistema:
Existe hoje corrente a visão de que a política não funciona, mas individualmente, cada um de nós, como consumidores e trabalhadores (engrenagens do sistema), pode mudar as relações sociais... até que essas mudanças se tornem norma generalizada.
Acho cabível, e vem de encontro às idéias de Fresco... Mas deve-se sempre atentar para o perigo da individualização excessiva.

Zeitgeist - o filme


    Partes:
    1. A maior história já contada.
    2. O mundo inteiro é um palco.
    3. Não se importem com os homens atrás da cortina.

    Idéias fundamentais:

    1. Capitalismo é dívida!!! Capitalismo é desigualdade!!! Capitalismo não é liberdade, é prisão!
    Dinheiro (de homens, mulheres, ou empresas gigantescas) à empréstimo à dívida à Trabalho.
    Empréstimos fracionados e dinheiro fictício = para empresas gigantescas/ ricos.
    Por isso: trabalho da classe média e dos pobres = escravidão moderna.


    2. Capitalismo é anti-democracia.
    2.1. Internacionalmente falando...
    * FMI/Estados Unidos (poder de veto – maior capital via empréstimos fracionados) à geram dívidas reais e dependência em diversos países do globo.
    Tendo isso em vista, como se relacionam com diversos países do globo?
    1º. Negociam
    2º Enviam assassinos econômicos
    3º Deflagram guerra
    2.2. Dentro dos EUA...
    a) Imprensa mentirosa: 
    Serve àqueles mesmos interesses empresariais.
    Tem apoio internacional, é contagiosa, epidemia de miopia.
    Exemplo: a verdade é que a Al Qeda não existe!!!

    b) Relação entre governo (Democratas ou Republicanos) e empresas:
    - Corrupção no governo; 
    - Política é uma instituição falsa: só faz à leis, orçamento e guerra;
    - Leis, orçamento e guerra são desnecessários.
    - Política serve para empregar uns poucos, e desviar a atenção de uns muitos.


    3. Capitalismo não produz excelência:
    - Não, empresas não se importam com as pessoas;
    - Ninguém confia em ninguém; corrupção nas relações,  X eficiência, X sustentabilidade.


    4. Estrutura lógica básica do funcionamento do sistema (capitalismo, socialismo, comunismo, nazismo):

    Monetarismo -(precisa de)–> lucro -(precisa de)–> desigualdade
    desigualdade -(implica em)–> criminalidade -(precisa de)–> leis.
    Leis não são naturalmente necessárias!
    Situação de: guerras, crises econômicas e injustiça; solução: diversão fútil e materialista.
    Futilidade não é natural do homem!

    5. Soluções propostas:


    Projeto Venus:
    ·         acabam-se publicitários, banqueiros e corretores da bolsa.
    ·         os políticos deveriam entender de à tecnologia e ciências humanas
    ·         X escassez programada, X monetarismo.
    ·         economia baseada em recursos. DESEJO DE GERAR ABUNDÂNCIA!
    ·         energia solar, eólica (3 estados suficientes para abastecer 50 nos EUA), energia das ondas do mar (50% de toda a energia necessária no planeta inteiro), energia geotérmica.
    ·         máquinas que libertam os seres humanos, e não os desempregam.
    ·         soluções técnicas para os problemas em sociedade, e não a criação de leis.

    Estratégias para chegar lá:
    ·         Expor as fraudes bancárias; boicotar Citibank, JP Morgan Chase, Bank of America.
    ·         Desligar o noticiário da TV; boicotar CNN, FOX, ABC, NBC.
    ·         Boicotar o Exército: 18 suicídios por dia de veteranos de guerra em todo o país; 25% dos sem teto em todo país são veteranos.
    ·         Boicotar as companhias de energia: em uma casa: buscar energia sustentável; em um carro: nunca usar gasolina.
    ·         Não votar. Boicotar a democracia monetarista hipócrita.
    ·         Juntar-se ao movimento, divulgando e fazendo circular informações sobre tecnologia.


    sobre o novo ou "nada novo sob o sol"

    "As inovações e o volume de informação parecem soterrar todo o passado, dando-nos a sensação de vivermos no eterno presente, ficcional ou virtual e, por que não dizer, mítico; transformando a produção do novo em objetivo em si, mais do que em ferramenta de viabilização de mais felicidade e/ou mais justiça social.


    Isso acaba por forjar um tempo fugaz, instável, fluido, mas permanentemente presente, resistente à crítica, resultante único e desejado de todas as sociedades.


    Demais formas de organização social são, assim, consideradas fadadas ao fracasso ou à adaptação face ao que se chama "sistema mundial", ou "globalização", ou ainda "pensamento único"; acaba-se assim por impor uma só norma e um único método capaz de organizar o saber sobre o homem em sociedade.


    Todo este processo produz uma espécie de incapacidade de ver o diferente como diferente, e não como inferior, tolo, incapaz, marginal, criminoso, inadaptado, exótico, produto. Enfim: tudo redunda em continuidade, a despeito do discurso elogioso do novo (repetitivo e desgastado - o novo panacéia)."

    Adaptado de: THEML, Neyde & BUSTAMANTE, Regina. História comparada: olhares plurais. Revista de História Comparada. v. 1. n. 1. junho de 2007.